Brasil, El Salvador e a realidade da adoção de Bitcoin em um nível Estatal


O atual presidente de El Salvador já falava de Bitcoin no twitter desde 2016, portanto, a adoção do país não foi um “tiro no escuro” pelo calor do momento. A origem do Bitcoin em El Salvador foi através de projetos sociais, o que aproxima o Bitcoin da população de El Salvador.


Aqui no Brasil, o assunto do Bitcoin, no âmbito legislativo, iniciou em 2015 e está para aprovação após sete anos de discussão. A mudança da atenção ao assunto acontece junto com o crescimento da conhecida criptoeconomia.


Uma das barreiras à entrada para o uso do Bitcoin, é o conhecimento técnico para a sua utilização. El Salvador estava face-a-face com esse problema. A estratégia foi difundir o conteúdo necessário com as mídias tradicionais para que todos tivessem acesso a um passo-a-passo de como utilizar sua carteira digital. Junto a isso, todos tiverem acesso ao Bitcoin, porém, sem a possibilidade de sacar em dólar. A ideia? Fazer com que a população tenha acesso a como fazer transações de Bitcoin, sem custo de transação. A prática da compra levaria a população a ultrapassar esta barreira citada.


No Brasil, foi necessário criar um ambiente com segurança jurídica necessária para separar o mercado de cripto dos fraudadores que utilizam do desconhecimento de algumas pessoas para aplicar golpes. Essa demanda se mostra evidente, quando percebemos o aumento de utilização de criptomoedas para fins de transação - não apenas de reserva. Antes de falar em tributação, Brasil se coloca em tornar o arcabouço jurídico das criptomoedas mais sólido, o que permitirá “cada estado ter sua criptomoeda”. A ideia, ainda, não é surpreender os usuários com impostos surpresas, mas fazer o Brasil ser referência em termos de atratividade no uso das criptomoedas.


El Salvador, capital do uso legal do Bitcoin, tem se preocupado, também, com a internacionalização de sua adoção, com um projeto que tornará possível a compra de títulos públicos utilizando do Bitcoin. O projeto é fazer com que a compra possa ocorrer usando a natureza do Bitcoin: não importa onde, não importa para quem. Com isso, até um não morador de El Salvador poderá, com facilidade, comprar estes títulos através do Bitcoin.


O que El Salvador e Brasil compartilham em comum, é a necessidade dos agentes políticos e as instituições aceitarem essa ideia. O travamento legislativo e político, torna o processo mais lento, portanto, um projeto claro e com muita discussão é algo necessário.


Essas e mais informações estão presentes no Debate Descentralizado que saiu neste domingo, dia 29/05/2021. Confira clicando aqui.